segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Voltemos ao tema: agressividade!

Outra questão que surgiu durante esse feriado de carnaval aqui em casa foi sobre bullying! Por definição, refere-se a atos repetitivos de violência contra alguém em grupo. Houve um questionamento sobre o exagero de proteção sobre os filhos na atualidade e que muita responsabilidade é dos Psicólogos que incentivam tal comportamento dos pais!
Pois bem, fiquei pensando até que ponto não há um exagero mesmo!
Parece que os filhos não podem sofrer nenhum tipo de questionamento ou sofrimento. Superproteção gera desamparo tanto quanto a privação!

As crianças precisam lidar com a sua agressividade!

Precisam criar defesas frente ao grupo quando provocados com apelidos, gestos ou questionamentos!

A questão é que os adultos de hoje incentivam a competitividade, o consumo e o individualismo. Mas não suportam as consequências disso nos grupos em que os filhos frequentam! Os quais são um reflexo da sociedade violenta e injusta que se vive!

Ali fica proibida a repetição!

Impossível dissociar!

Os adultos querem que os filhos sejam bem tratados na escola ou outros grupos, enquanto no trânsito transgridem as regras, dirigem alcoolizados, xingam ciclistas, pedestres e ultrapassam porque não podem esperar!

O bullying que uma criança sofre é o reflexo do mundo adulto!

Os pais superprotegem os filhos como forma inconsciente de protegê-los de sua própria agressividade ou ainda de negar essa agressividade nos seus relacionamentos. Mais ainda, negar as suas próprias fragilidades e consequente desamparo frente a vida!

Incentivar que as crianças vivam numa bolha, gerará pessoas desprotegidas, indefesas e incapazes de convívio social! Talvez egocêntricas e insensíveis aos demais!

Viver é conviver em grupo, com  desigualdades, diferenças, questionamentos e pressão!

Quem não acredita que seu filho seja capaz de sobreviver a tudo isso, passará a mensagem de descrença e desesperança, talvez formando uma geração desiludida!

Os Psicólogos incentivam o amor, a proteção e o amparo para um ego forte. Mas também a tolerância a frustração, o desafio e o desenvolvimento de um ser humano forte e capaz de lidar com seus impulsos primitivos para o convívio com os seus semelhantes em Sociedade!

Um comentário: