domingo, 22 de fevereiro de 2015

E o ano recomeçou! Um pouco de água com açúcar!

                        Estava olhando as Redes Socais dessa semana, pós carnaval, as quais ainda continham muitas postagens das férias dos amigos. Muitos se despedindo, outros começando a gozar seu merecido descanso! 

                       Quem vê se diverte com as postagens de cada pedacinho de vida! Bom, não é?

                       Até mesmo os mais revoltados, percebe-se que querem a atenção de alguém sobre sua vida!
                       Os divertidos que postam maluquices para nos divertir! Coisa boa....

                       Mesmo quando há discórdia existe o interesse, o voyeurismo ali é permitido, validado, compartilhado!

                        Não vivemos mais sem postar as nossas angústias, raivas, alegrias, descobertas e pensamentos!  Precisamos do outro, nem que seja virtual! Aliás, quanto mais rápido melhor.

                        É bom, saudável, nos aproxima, somos carentes, humanos, falhos!

                        Mesmo no momento de raiva, se busca que alguém leia o que está incomodando.

                        É um espaço democrático onde todos podem ser iguais, com liberdade para  falar sobre tudo da rotina. Isso aprecio muito.
                        Ocorrem exposições, revelações, decepções e daí? É um exercício de relacionamento saudável, verdadeiro, amplo! 

                        Não é porque diverge-se que o rompimento da relação deva acontecer. Ao contrário, amar é aguentar as diferenças e conviver da forma mais saudável possível com elas.
                            
                         Quem espera uma homogeneidade nas convivências, é um tirano! Que não suporta o questionamento.
                         
                           Portanto, amigos, sigamos livres para a comunicação, a divergência, a troca, a exposição! Sejamos fortes para suportar a inveja, a raiva, a indignação que os outros podem provocar nas emoções e assim viver mais um ano nas nossas vidas compartilhando-as por aí!

                             
            


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Voltemos ao tema: agressividade!

Outra questão que surgiu durante esse feriado de carnaval aqui em casa foi sobre bullying! Por definição, refere-se a atos repetitivos de violência contra alguém em grupo. Houve um questionamento sobre o exagero de proteção sobre os filhos na atualidade e que muita responsabilidade é dos Psicólogos que incentivam tal comportamento dos pais!
Pois bem, fiquei pensando até que ponto não há um exagero mesmo!
Parece que os filhos não podem sofrer nenhum tipo de questionamento ou sofrimento. Superproteção gera desamparo tanto quanto a privação!

As crianças precisam lidar com a sua agressividade!

Precisam criar defesas frente ao grupo quando provocados com apelidos, gestos ou questionamentos!

A questão é que os adultos de hoje incentivam a competitividade, o consumo e o individualismo. Mas não suportam as consequências disso nos grupos em que os filhos frequentam! Os quais são um reflexo da sociedade violenta e injusta que se vive!

Ali fica proibida a repetição!

Impossível dissociar!

Os adultos querem que os filhos sejam bem tratados na escola ou outros grupos, enquanto no trânsito transgridem as regras, dirigem alcoolizados, xingam ciclistas, pedestres e ultrapassam porque não podem esperar!

O bullying que uma criança sofre é o reflexo do mundo adulto!

Os pais superprotegem os filhos como forma inconsciente de protegê-los de sua própria agressividade ou ainda de negar essa agressividade nos seus relacionamentos. Mais ainda, negar as suas próprias fragilidades e consequente desamparo frente a vida!

Incentivar que as crianças vivam numa bolha, gerará pessoas desprotegidas, indefesas e incapazes de convívio social! Talvez egocêntricas e insensíveis aos demais!

Viver é conviver em grupo, com  desigualdades, diferenças, questionamentos e pressão!

Quem não acredita que seu filho seja capaz de sobreviver a tudo isso, passará a mensagem de descrença e desesperança, talvez formando uma geração desiludida!

Os Psicólogos incentivam o amor, a proteção e o amparo para um ego forte. Mas também a tolerância a frustração, o desafio e o desenvolvimento de um ser humano forte e capaz de lidar com seus impulsos primitivos para o convívio com os seus semelhantes em Sociedade!

Reflexões Carnavalescas??!!

Estávamos à mesa, conversando enquanto almoçávamos sábado de carnaval, quando comentei que um mendigo tinha se aproximado de mim, do meu marido e dito "deutsch" para o nosso cachorro, que é um schnauzer...fiquei surpresa com o conhecimento dele. Imediatamente um dos meus filhos questionou: -" O que faz uma pessoa deixar tudo e virar um mendigo?". Bom, não preciso nem dizer que ficamos com a pergunta na cabeça. Associei com a dificuldade para o homem se adaptar as exigências da sociedade! Tudo que precisa atender. Como se comportar, cumprir, se privar para ser civilizado. Meu filho deixou a entender que era uma libertação frente a uma possível decepção com uma mulher, da família por exemplo! Aí pensei na fragilidade dos vínculos passados dessa pessoa, o que frente a, talvez, nova rejeição reativou o desapego novamente... enfim. Nos colocamos no papel de mendigo, seus sofrimentos, dores e difícil tarefa de ser social!

Como seria bom para a sociedade se pudéssemos pensar uns nos outros?

Nos colocarmos nos seus lugares para tentarmos entender o que é viver naquela situação?

Um mendigo que tentou se comunicar com um casal para mostrar que sabia o que estava dizendo!

Da onde ele obteve aquela informação?

Como deveria ser o seu mundo antes das ruas?

Porque não perguntei para ele?

Tudo isso me veio a mente. Mendigo quer dizer pedinte, carente ou pobre na língua portuguesa.

Uma pessoa que mora na rua!

Mas que demonstrou querer se comunicar. Uma pessoa! Difícil de compreender porque não está dentro dos meus padrões!

Me fez pensar nos meus preconceitos! Mas talvez, pensar me aproxime do outro, pois estava na rua também! Vejo muitas pessoas hoje que têm medo de caminhar na rua porque serão assaltadas!

A violência das ruas.
Os riscos das ruas.

As pessoas tem medo das suas pobrezas, carências, violências, loucuras e mendicâncias que os moradores de rua nos mostram descaradamente!

Mas e se houvesse uma aproximação. uma convivência mais próxima, quantas riquezas descobriríamos!

A discriminação pura gera a pobreza não só de bens materiais, mas de espírito, de alma e de humanidade! O que me parece a pior das carências!

Para encerrar, Carnaval não seria para esquecer os problemas e curtir a vida adoidado na sociedade contemporânea?! Acho que não consegui fazer essa dissociação!


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Estreia na tarefa de escrever em blog! O ódio!

Olá Amigos
Acabei de criar um blog por sugestão de uma amiga muito querida. Talvez porque goste de me comunicar. Ou talvez, ouse ter coragem para isso! Mas enfim, aqui estou! Agradeço demais o empurrão que levei dela.
Assuntos não faltam: comportamento, politica, relacionamentos, sentimentos, família!
Opto por sentimentos, hoje.
Vou falar sobre ódio!
O que é ódio?
Podemos expressá-lo abertamente?
O ódio pertence ao campo da agressividade, mas potencializada. É quando a raiva está muito grande.
Se deixarmos a raiva crescer vira ódio e ate fúria! Esse sentimento pode ser uma defesa, mas afasta as pessoas, desvincula, desrespeita o outro.
Seria aconselhável que o sentimento agressivo fosse trabalhado dentro de cada um, para transforma-lo em algo positivo e agregador. O ataque direto acarretará uma repulsa, um conflito, uma desunião, um ódio nos relacionamentos entre as pessoas, não sendo uma atitude saudável para o convívio social.
O debate é saudável, o ataque não!
Quem cultivar o ódio puro, ficará sozinho!
Para não acontecer isso pratique a empatia. Coloque-se no lugar do outro e veja se seria bom receber um tratamentos rude desses!
Nota-se muita agressividade nas relações atuais, porque não se respeita o outro! Só fica o gozo por descarregar imediatamente o que está incomodando um individuo. Portanto, um comportamento narcísico, que desconsidera o sentimento alheio, criando dor psíquica e desagregação social.
O ódio precisa ser trabalhado e transformado para expressá-lo nas relações! Por exemplo, criar um diálogo, com exposição dos desconfortos sentidos para que a outra pessoa entenda as razões de tal sentimento! O sarcasmo, a piada, o deboche também contém o ódio trabalhado! O ataque direto é uma atitude impulsiva e nada civilizada. A humanidade precisa reaprender a se relacionar, se é que algum dia já conseguiu!
Quem odeia não está bem emocionalmente, por mais que tenha suas razões, não pode descarregar para se aliviar!
A energia desse sentimento tão desagradável pode ser usada para escrever um texto, uma música, uma paródia onde seja possível a reflexão do fato, pessoa ou fenômeno odiado.
Mas para que esse processo aconteça, a pessoa necessita ter uma capacidade importante de se conter e pensar até que consiga interagir de forma humana, solidária e , jamais, violenta!